| Mangueira na entrada da Comunidade do Prata |
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
A RAPADURA DO SR JURACI - COMUNIDADE DO PRATA
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
FESTA DA COLHEITA DO CAPIM DOURADO!
Sirlene Matos,fala sobre a importância da festa da colheita do capim dourado.
A festa da colheita acontece no mês de setembro, normalmente a partir do dia 20. A programação, sempre começa no final de semana.O inicio da festa este ano será no dia 21 de setembro.
| Sirlene, beleza quilombola E antes de sairem para o campo, cada morador ficava em sua casa.No campo, ficavam acampados durante 3 a 4 dias,retornando para casa em seguida. |
![]() |
| Noemia(conhecida como Doutora, filha de Dna Miúda),mantendo a tradição na Comunidade. Toda colheita feita por cada familia é armazenada em casa, e cada um colhe a quantidade que quiser. |
![]() |
| Beleza do capim dourado |
![]() |
| Apresentação dos Moradores da Comunidade |
![]() |
| Colheita do capim dourado Nesta relação do homem com a natureza, é que se constrói a familia e a sociedade. O capim dourado é oferecido pela natureza,através de Deus, e a colheita é feita através do trabalho humano. Temos que agradecer a Deus,pela generosidade da natureza,em oferecer esta riqueza, que traz o sustento para a comunidade. Preservando e colhendo o capim dourado na época certa,respeitando o seu tempo,com certeza,poderemos admirar a sua beleza e seu brilho por muito tempo. |
terça-feira, 20 de agosto de 2013
DIVA ,UMA BRASILEIRA!
Ao avistar esta casa na estrada do Jalapão,parece uma pintura bucólica do cerrado.E a moradora da casa, é a Diva,quilombola,mulher simples,artesã, guerreira,uma brasileira com muitos sonhos, igual a tantas outras....
| Loja do capim dourado,Comunidade Carrapato,Jalapão |
Todas as vezes que fui ao Jalapão,passei em frente a "Loja do Capim Dourado", ao lado da casa da Diva, na Comunidade do Carrapato,Jalapão.
As vezes, parava, outras vezes não. Esta comunidade fica bem próxima a Comunidade da Mumbuca.
| Diva,sua filha e neta |
| Diva e uma peça de mandala |
Fui até a casa da Diva uma casa simples, ao lado da lojinha. Casa de chão batido, como muitas outras casas da região, aconchegante, organizada, e com muito capricho nas panelas, "bem areadas", reluzentes e com um brilho especial.
Diva muito simpática, me recebeu com um sorriso simples e sincero!
| Diva e a Bandeira |
segunda-feira, 22 de julho de 2013
MUMBUCA Online!
Te encontro lá, na Mumbuca!
| van,que faz o transporte de passageiros |
Retornei ao Tocantins,desta vez meu transporte foi uma "van", o que chamamos por aqui de transporte alternativo. Este transporte faz o trecho Palmas X Mateiros, em dias alternados, horário de saida, 7h30 da manhã, cheguei no destino aproximadamente as 17 horas. Uma grande aventura,pois você passa o dia inteiro na estrada,sacolejando de um lado para outro, entre malas,caixas de frutas,farinha de mandioca, e outros mantimentos que foram comprados na capital,pois devido a distância das cidades, quem utiliza o transporte,aproveita para comprar o necessário, conhece-se muitas pessoas, reencontra-se outras, e assim seguimos viagem, com algumas paradas nas cidades, que estão pelo caminho,não é um transporte confortável, mas como o nome já diz,é alternativo.
Cheguei na Mumbuca, ao entardecer,direto para a pousada da Antonia,liguei para ela e avisei; "tô chegando", "me aguarde"......| Povoado Mumbuca ao entardecer |
Resolvi descarregar minha bagagem e aguardar pela Antonia,que logo apareceu.
| Antonia e Eu |
Em seguida conheci a Lai, e nos identificamos logo, e a partir dai começamos a conversar, entre uma prosa e outra, "Lai", me disse que tinha a impressão de já me conhecer.Entre uma conversa e outra, perguntei para Antonia, se ela faria aquele famoso"cházinho" de folha de maracujá, ou cidreira. Neste momento, a Lai, lembrou, de onde me conhecia,foi na internet, pois quando ela estava fazendo a pesquisa a respeito do documentário da Mumbuca,em alguma momento, ela me localizou,e bastou "um link e um click",foi em um comentário sobre o "chá" na pousada da Tonha, que eu havia mencionado no blog.
Ficamos impressionadas naquele momento com o poder da internet, e das redes sociais.
| Aquele "chá de cidreira"da Tonha |
Leticia reside em Ribeirão Preto, recém chegada dos Estados Unidos; a Lai,reside em Londrina, recém chegada de Londres.Fiquei pensando, "quem diria que iria conhece-las lá na Mumbuca, e que elas teriam visto meu blog pela internet.... foi muito bom, ter esta sensação!
| Leticia e Lai, na trilha do Fervedouro da Mumbuca e Encontro das Águas |
| Morador da Mumbuca,menino Ranieri |
| Lai,no encontro das Águas,Mumbuca Os dias se passaram,entre pesquisas, entrevistas,conversas ao amanhecer e anoitecer,trocas de informações,bate papo, coca-cola, pão com ovo caipira, banhos no brejinho, banhos no fervedouro, trilhas, galinha caipira,sapos,aranhas e muito bom humor, chegou o dia da partida das meninas. Final do trabalho e material necessário para o documentário. Naquele momento,para Leticia e Lai, foi arrumar malas e aguardar o transporte de retorno para Palmas e cidades de origem. Eu ainda fiquei mais alguns dias,no Povoado da Mumbuca. Jantar de despedida,com Leticia,Lai,Marcos e Derley Nosso jantar especial,né meninas? Espero que tenham sucesso no documentário, e que venham mais e mais documentários por ai......! Logo a gente se encontra!....lá na Mumbuca! |
domingo, 26 de maio de 2013
UMA CANTIGA PARA DONA SANTINHA
Dona Santinha
Dona Santinha é "mestre" de cantigas de rodas entoadas,para moradores e turistas que visitam a Comunidade Mumbuca
Ouvir estes versos cantados de maneira tão simples, faz um bem danado para nossa alma.
| Casa da Dna Santinha,Povoado Mumbuca (arquivo pessoal Maria Jose) As cantigas nos faz lembrar da infância, onde ouviamos, mães,avós, cantarem cantigas, para ninar,dançar, ou em reuniões familiares. Cantadas em momentos alegres e até tristes, onde acalmavam a alma, e espantavam aqueles medos,que todas crianças sentem. |
Hoje Dna Santinha, canta e espanta a tristeza de quem estiver por perto.Sua voz melodiosa cantando estas cantigas, é um patrimônio cultural do Povoado da Mumbuca, uma cultura que precisa ser preservada.
| Flores no jardim da casa de Dna,Santinha |
É assim : ela recebe todos com um sorriso,uma cantiga, e com palavras carinhosas, é impossivel não se emocionar,com o seu cantar....
quarta-feira, 22 de maio de 2013
VIOLINHA DE BURITI
Mauricio e Arnon
Mauricio e Arnon, quilombolas da "gema",vamos dizer assim, da "gema" da Mumbuca.
Mauricio com sua maneira simples de falar, me contou um pouco da sua história, e de como surgiu todo esse interesse pela violinha de buriti.
| Violinha de Buriti (foto arquivo Maria Jose A.Pereira) |
Antônio Beato,cantava por este "mundo afora",nas roças,festas das comunidades vizinhas, e nas rodas chatas.
| Mauricio e sua violinha de buriti |
Tocar e cantar com a violinha de buriti, era a diversão das comunidades, depois do trabalho duro na roça.
| Mauricio confeccionando a violinha |
Originalmente,confeccionada com os talos do buriti, e as cordas(crina ou rabo do cavalo, o que fosse mais longo).Hoje ainda é confeccionada com talos do buriti, mas usam fios de nylon ou cordas de violão. A violinha possui 4 cordas.
| Mauricio e Arnon(Arquivo pessoal Maria Jose) |
Mauricio e Arnon, querem continuar com esta tradição, ensinando as crianças do Povoado Mumbuca , como se faz e como se toca a violinha de buriti.
Preservando assim a cultura, dos seus pais e seus avós.
| Arnon e sua esposa Daudivina e sua filha |
Mauricio e Arnon cantam e tocam, a violinha de buriti, divulgando o som da natureza do Jalapão!
| Mauricio,Josy,Vitória e Sofia |
Através da música, podemos transmitir emoções, lembranças, histórias, e reconhecer a identidade de um povo.
E não poderia ser diferente no Povoado do Mumbuca,pois é através do som, da violinha de buriti, que eles procuram manter e preservar sua identidade cultural.
| Eu, a violinha de buriti e Mauricio (Arquivo pessoal Maria Jose) |
domingo, 28 de abril de 2013
FLOR DE MARACUJÁ
| Flor de maracujá (arquivo pessoal Maria Jose) |
Na última viagem que fiz ao Povoado do Mumbuca, fui explorar e fotografar o quintal da Dna Laurina, vi uma flor maravilhosa, e descobri que era a flor de maracujá.
Foi a primeira vez, que vi esta flor, fiquei encantada com a cor e aroma.
Não resisti e tirei várias fotos, "coisas de uma paulistana, admirada com a beleza de uma flor".
| Botão da flor de maracujá(arquivo pessoal) |
No povoado do Mumbuca, existe a árvore em abundância, no fundo de cada quintal. E quando as árvores ficam carregadas em flor e frutos, é uma delicia!
Abundância de flores,frutos e aroma!
| Fruto de maracujá(outra espécie de maracujá,olhem o tamanho!) |
| Fruto do maracujá(foto Maria Jose)
Maracujá, na língua tupi, quer dizer "alimento
dentro da cuia". É mesmo na cuia, isto é, na própria casca, que é mais gostoso saborear, é só colocar um pouquinho de açucar e saborear...sabor inconfundivel!
Além de possuir grande valor medicinal: as folhas e o suco contêm passiflorina,
um sedativo natural e o chá preparado com as folhas tem efeito diurético. Mas é mais utilizado na alimentação humana, na forma de sucos,
doces, geléias, sorvetes e licores.
Segundo folclore popular
nordestino, quando Jesus estava na cruz, seu sangue escorreu pela madeira e
molhou o solo. No pé da cruz havia uma planta que nunca deu flor e não tinha
nenhuma virtude. Quando o sangue molhou a planta, ela soltou um botão, o botão
virou flor e a flor trazia todos os sinais da crucificação. - "E havia
junto da cruis, Um pé de maracujá, Carregadinho de frô, Aos pé de nosso sinhô.
I o sangue de Jesus Cristo, Sangui pisado de dô, Nus pé du maracujá, Tingia
todas as frô." (trecho do poema Flor de Maracujá,Catulo da paixão cearense).
Flor de Maracujá (Catulo da Paixão Cearense)
Encontrando-me com um sertanejo
Perto de um pé de maracujá Eu lhe perguntei: Diga-me caro sertanejo Porque razão nasce roxa A flor do maracujá? Ah, pois então eu lhi conto A estória que ouvi contá A razão pro que nasci roxa A flor do maracujá Maracujá já foi branco Eu posso inté lhe ajurá Mais branco qui claridadi Mais brando do que o luá Quando a flor brotava nele Lá pros cunfim do sertão Maracujá parecia Um ninho de argodão Mais um dia, há muito tempo Num meis que inté num mi alembro Si foi maio, si foi junho Si foi janero ou dezembro Nosso sinhô Jesus Cristo Foi condenado a morrer Numa cruis crucificado Longe daqui como o quê Pregaro cristo a martelo E ao vê tamanha crueza A natureza inteirinha Pois-se a chorá di tristeza Chorava us campu As foia, as ribera Sabiá também chorava Nos gaio a laranjera E havia junto da cruis Um pé de maracujá Carregadinho de flor Aos pé de nosso sinhô I o sangue de Jesus Cristo Sangui pisado de dô Nus pé du maracujá Tingia todas as flor Eis aqui seu moço A estoria que eu vi contá A razão proque nasce roxa A flor do maracujá Este poema é uma delicadeza, uma riqueza da nossa cultura. |
Subscrever:
Mensagens (Atom)





